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domingo, 15 de janeiro de 2017

Arroz de entrecosto

Cada vez mais as pessoas tentam economizar na cozinha, uma pratica que com certos truques podemos preparar verdadeiros pitéus. Ainda mais sé são daquele tipo de pessoas que gostam do prato bem cheio, aí interessa fazer uma refeição forte e nutritiva com pouco gastos. Ter atenção que a qualidade e o melhor aliado para uma boa refeição, por isso o truque muitas vezes passa pela escolha dos ingredientes na preparação da refeição. Pensando nisso hoje vamos preparar uma refeição econômica nos ingredientes, que noz fortalece e pode ser servida como prato único.

Ingredientes
280 gramas de arroz redondo (arbóreo) ou carolino
400 gramas de entrecosto em pedaços
200 gramas de cogumelos pequenos lavados e partido ao meio
150 gramas de feijão verde (vagens) limpos e em troços

1 cebola media picada
1 dente de alho picado
2 tomates grandes e bem maduros e triturados
1 copo de vinho branco
Azeite quanto baste
Sal grosso quanto baste
Pimenta a gosto


Preparação 
Temperar o entrecosto com sal e pimenta (eu sempre uso pimenta moída na hora) e deixar repousar uns 20 minutos. Num tacho com o fundo coberto de azeite dourar os pedaços de entrecosto por todos os lados, retire e reserve. No mesmo tacho coloque a cebola e o alho para estrugir uns 5 minutos e refresque com o vinho, deixe levantar fervura para perder o álcool e acrescente os tomates e deixe cozer uns 5 minutos. Acrescente o entrecosto, os cogumelos e as vagens com ½ litro de agua quente, deixe levantar fervura e incorpore o arroz e verifique os temperos. Deixe cozer uns 20 minutos em lume médio ou até que o arroz coza.



Bom Apetite

sábado, 14 de janeiro de 2017

Cuscuz com almôndegas em molho de tomate

O cuscuz um prato de origem Magrebe do norte de África, mais propriamente de um povo com o nome de Berbere ao contrário de que muita gente pensa ser Árabe. Já no século XIII este prato era muito popular em toda Macherreque (países Árabes) indicando que esta preparação não é de origem Árabe. Os franceses são os responsáveis de sua divulgação na Europa já no século XVII, em Portugal por essas alturas o cuscuz fazia parte da ementa diária, partilhando a mesa com o arroz e outros cereais, com o tempo o cuscuz em Portugal perdeu a sua popularidade, ficando apenas o nome que foi dado a uma massa alimentícia usada em sopas.
Feito de sêmola de cereais, principalmente o trigo, na qual a sêmola é amassada à mão com um pouco de água até se transformar em pequenos grãos que devem ser cozidos no vapor duma cuscuzeira (utensílio próprio para cozer o cuscuz a vapor) e servidos com um molho que pode ser feito a parte.

Ingredientes
400 gramas de cuscuz
3 tomates maduros sem pele e triturados
1 cebola picada
2 dentes de alho picados
½ copo de vinho branco
Salsa quanto baste
Azeite quanto baste
Sal grosso

Para as almondegas
300 gramas de carne picada de vaca
1 ovo
2 fatias de pão de forma
1 dente de alho picado
Salsa quanto baste
Sal
Pimenta a gosto

Preparação
Numa sertã com um pouco de azeite fazer um refogado com a cebola e os alhos, refresca com o vinho e deixa evaporar o álcool, acrescenta os tomates e tempera de sal. Polvilha com salsa picada e deixa apurar 20 minutos em lume baixo, reserve. Retira a codea do pão e esmigalha-o e mistura com a carne, o ovo, o alho bem picado e a salsa picada. Tempere de sal e pimenta a gosto e amasse bem, faça pequenas bolas formando assim as almôndegas, frite em óleo bem quente e deixe escorrer, reserve. Colocar o cuscuz em uma vasilha grande, ir deitando água pouco a pouco e removendo com a mão. Colocar o cuscuz molhado em uma cuscuzeira e coze-lo ao vapor removendo de vez em quando até que esteja cozido, solto e macio. Misture as almondegas com o molho e sirva com os cuscuz ao lado.



Bom Apetite

sábado, 7 de janeiro de 2017

Revolto de ovos com gambas e vagens

Muito poderia falar eu sobre os ovos, um alimento versátil e indispensável em qualquer cozinha, mas vou apenas falar deste prato rico e forte, ideal para os dias depois das farturas das festas natalícias, até porque a vontade de ir para a cozinha é pouca. Um prato muito fácil e simples de fazer na qual por si só não necessitará acompanhamento, nele encontramos tudo o que precisamos para uma boa refeição. Muito parecido com uns ovos mexidos, mas quando preparado com outros ingredientes, chama-se “Revolto”.

Ingredientes
120 gramas de gambas
100 gramas de feijão verde (vagens)

4 ovos
2 dentes de alho laminados
4 colheres (das de sopa) de leite
4 colheres (das de sopa) de salsa picada
4 colheres (das de sopa) de azeite
Sal
Pimenta a gosto



Preparação
Lava e limpa as vagens, corta-as ao comprido ao meio e em pedaços grandes. Coze-las em água temperada de sal uns 8 minutos, escorre-las e refresca-las em água fria, reserve. Limpe as gambas das cascas, cabeça e tripa deixando só a ponta do rabo, reserve. Em uma sertã antiaderente aquecer 3 colheres de azeite e alourar os alhos 1 minuto, colocar as gambas e saltear 2 minutos, colocar as vagens e saltear mais dois minutos, retire o salteado da sertã, reserve. Adicione a sertã a outra colher de azeite e deite os ovos previamente batidos com o leite e temperados de sal e pimenta a gosto, mexa sempre até começarem a ficar coalhados, espavore-a com a salsa picada e acrescente o salteado de gambas com vagens, misture e deixe cozer uns segundos mais até o revolto estar em seu ponto. Tem que ficar coalhado e meloso, sirva bem quente.



Bom Apetite

domingo, 18 de dezembro de 2016

BOAS FESTAS



Esta é a altura do ano em que eu apago o computador, desligo-me da net e dedico-me a família. E cada vez mais me sinto feliz por assim o ser.

Como só apareço por aqui nos fins de semana (a semana trabalho) tenho previsto voltar só para o 1º fim de semana de janeiro. Sendo assim quero desejar a todos;

Um Santo Natal

Um Feliz Ano Novo

Um Bom dia de Reis


Lembre-se que não a presente maior que encontrar debaixo da arvore o amor da família.


                                                                                                               
José Cardoso


Bom Apetite

domingo, 11 de dezembro de 2016

Tart des Demoiselles Tatin "Tarte Tatin"

Ano de 1889, num certo dia de muito movimento na sala do Hotel Restaurante Tatin, logo a cozinha andava em alto movimento. Numa distração (que ficou para história) Stephanie colocou o recheio das maças ao forno esquecendo-se da massa, quando percebeu alguns minutos mais tarde cobriu o recheio com a massa na tentativa de salvar a torta de maças, quando tirou a torta do forno e virou para desmoldar ainda quente, gostou do aspecto e resolveu servi-la. O sucesso foi tanto que a partir desse dia passou a fazer a torta de maças dessa maneira, nascendo assim uma das iguarias da doçaria francesa a tarte das "Demoiselles Tatin", ou seja a tarte Tatin. 

As irmãs Tatin, Stephanie e Caroline assumiram a direção do hotel Tatin em Lamotte.Beuvron no Loir-et (centro de frança) após a morte do seu pai, local já famoso na época na região pelas tortas de maças crocantes e com uma cobertura de maças macias e caramelizadas. Na realidade a história da tarte tatin poderá ser menos e provavelmente pitoresca, pois as tartes invertidas já era uma velha especialidade da região, cabendo as irmãs Tatin Toda a sua fama. Foi Maurice-Edmond Sailland, mais conhecido como Curnonsky Um crítico culinário da época o responsável da sua divulgação em 1926, num livro gastronômico dedicado ao Orleans e a famosa receita da Tarte Tatin na qual está História poderá ter sido inventada para cativar jornalistas e pasteleiros da época. Daí em diante a história espalha-se pelo mundo fazendo fama. Atualmente uma doçaria clássica das mesas francesas, frequentemente servido com chantilly ou sorvete de baunilha, para o desgosto da confrérie des lichonneux de tarte tatin de lamotte-beuvron Lichonneux que defende a receita tradicional da famosa sobremesa das Demoiselles Tatin na qual a deve ser degustada sem qualquer acompanhamento.

Polemicas a parte tem sido sobre a massa a usar para confeccionar esta tarte na qual muitas receitas aconselham usar a massa folhada por ser mais fácil de ficar estaladiça e crocante na qual é um verdadeiro erro, pois o excesso de gordura dessa massa retira todo o esplendor e sabor a tarte. A verdadeira massa para esta tarte e de preparação simples na qual proporcionara um verdadeiro prazer, muito conhecida como massa quebrada. Não querendo fazer a massa pode recorrer as refrigeradas e pronto a usar, mas que seja de boa marca. Mesmo assim aconselho fazer a massa em casa pois a história será outra.

Ingredientes; massa

160 g de farinha
60 g de manteiga
20 g de açúcar
1 pitada de sal
1 ovo

Ingredientes; recheio

1.5 kg de maças gala Royal ou reineta
80 gramas de manteiga, derretida
150 gramas de açúcar granulado


Preparação; massa
Com as mãos misture a manteiga com o açúcar adiciona-lhe a farinha e apitada, sempre amassando com as mão Adicione o ovo (se necessário adicionar uma colher de chá de água), tente amassar o menos tempo possível. Deixe repousar

Preparação; recheio

Versão original
Em uma forma de bolo de 24 cm de diâmetro e 3 cm de altura, se possível antiaderente, coloque as maças descascadas aos gomos com a manteiga em pedacinhos. Leve ao forno preaquecido a 220º uns 20 minutos, retire e em cima do fogão em lume médio acrescente o açúcar, mexa e deixe uns 25 minutos para começar a caramelizar, retire do lume. Estenda a massa e cubra a maças na própria forma colocando as bordas da massa para dentro e fazendo uns furos com a garfo para a massa respirar e largar o vapor, vai ao forno 200º uns 25 minutos ou até a massa estar cozida. Deixe arrefecer um pouco e desenforme virando-a para um prato de servir, nunca desenformar muito fria para que o caramelo não cole a forma.

Versão simplificada
Numa sertã ou na propiá forma em cima do fogão com lume baixo/médio derreta amanteiga e junte o açúcar, quando começar a caramelizar coloque as maças descascadas aos gomos, mexa e vire o preparado com cuidado para uma (caso faça na sertã)forma, ou sé usar a propiá forma, cubra com a massa estendida metendo as bordas para dentro, faça os furos para que a massa respire e vai ao forno a 200º uns 25 minutos ou até a massa cozer. Desenforma ainda quente pelo mesmo motivo da outra versão.

Das 2 maneiras o resultado será excelente, sendo que a 1ª é a forma original de a fazer.


Bom Apetite

sábado, 10 de dezembro de 2016

Bacalhau à Gomes de Sá "receita original"

É nesta altura do ano que o bacalhau ganha mais glamour entre os Portugueses, principalmente no dia 24. Por isso hoje proponho um prato de bacalhau que alem de ser um verdadeiro pitéu, faz parte da historia e cultura Portuguesa.

 Porto século XIX dia 7 de fevereiro de 1951, nasce José Luís Gomes de Sá júnior que desde de muito novo por influência de seu pai dedicas-se ao comercio de bacalhau. Morava na rua do Muro dos Bacalhoeiros na ribeira do Porto, onde abre um armazém de comercio de bacalhau. Homem esperto para o negócio, fazia uns bolinhos de bacalhau na qual oferecia a amigos e clientes para divulgar o seu produto; o bacalhau. Até que um dia baseado na receita dos bolinhos de bacalhau, resolveu confeccionar de outra maneira, mais cuidada e de maior requinte, escalfando o bacalhau em leite, alourando a cebola para realçar seu sabor e passando o ovo a ser cozido. A mistura dos vários elementos com azeite e a ida ao forno para homogeneizar os sabores, deu origem a um novo prato: o “Bacalhau à Gomes de Sá”.

Uma das coisas muito importante na confecção de uma receita é a qualidade de seus ingredientes e esta receita é a prova disso, na qual a sua escolha depende do resultado da receita. Tenho pena que hoje em dia com influencias de outras receitas que não seguem a original e que por ai são publicadas não possa transmitir a essência e os sabores deste prato. 
A receita que aqui ponho é baseada na original retirada de um manuscrito, atribuído ao próprio José Luís Gomes de Sá, que teria vendido a receita a um seu grande amigo, cozinheiro de um restaurante na época localizado na Travessa dos Congregados na cidade do Porto, com o nome de Restaurante Lisbonense. Uma das recomendações ou até a mais importante destas receita e que seja servido muito quente para que o prato tenha toda a sua qualidade. 

Tendo em conta que nas cozinhas antigamente utilizavam-se panelas de barro e outros acessórios, adaptei a receita as cozinhas modernas mantendo toda a sua originalidade.



Ingredientes
4 postas de bacalhau demolhado
2 kg de batatas cozidas com a pele e descascadas

4 dentes de alho
8 cebolas medias
4 ovos cozidos
Azeite quanto baste
Salsa quanto baste
Azeitonas pretas a gosto
Leite magro quanto baste






Preparação
Num recipiente que possa tapar, colocar o bacalhau e cobrir com agua a ferver, tapar com um pano grosso de cozinha e deixar uns 20 minutos. Retira-se o bacalhau e retiram-se todas as peles e espinhas partindo em lascas e coloca-se numa travessa funda e cobre-se com leite quente umas 2 horas. Numa sertã grande com o fundo coberto de azeite (importante ser um bom azeite) alourar as cebolas as rodelas finas e os alhos laminados, Incorpora-se as batatas aos gomos (na receita original são as rodelas) com o bacalhau escorrido do leite e envolve-se tudo com cuidado e retifica-se o tempero de sal caso seja necessário e vira-se para uma travessa de ir ao forno. Levar a travessa com  preparado ao forno pré-aquecido 180º só da parte de baixo e deixar de 10 a 15 minutos, retirar e servir de imediato enfeitado com azeitonas pretas, ovos cozidos e salsa picada.


Bom Apetite

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

"Solomillo" de porco a la pimenta verde

Solomillo em português “Lombinhos” é um pedaço de carne retirada da parte inferior das costas do animal, situado entre as costelas inferiores e coluna vertebral, mais especificamente acima dos rins e abaixo da região lombar. Daí o nome de so-lomillo (só-lombinhos aportuguesada-mente falando) que podemos dizer uns meios lombos apenas correspondentes para carne de vaca ou de porco, porque em outros animais o músculo é tão pequeno que não é explodida separadamente.
Sendo considerado na cozinha como uma parte de grande seleção e sabor uma carne mais macia e saborosa na qual e preparada de varias maneiras. É uma peça de carne redonda e afunilada sendo a parte mais grossa a cabeça da peça muito conhecida como "filé mignom" no solomillo de boi.

Ingredientes
600 gramas de lombinhos de porco
1 cebola
200 ml de natas de cozinha
1 colher (das de sopa) de pimenta verde em grão
1 colher (das de sopa) de brandy
Sal grosso marinho
Azeite
Pimenta moída na hora

Preparação
Lave os lombinhos e seca-los com papel de cozinha, tempere com sal e pimenta a gosto, deixe repousar uns 15 minutos. Numa sertã ao lume médio/alto e com um pouco de azeite. frite por todos lados até ficar bem dourados e rosados por dentro durante uns 10 minutos, sé gostar da carne bem passada dá-lhe mais uns 2 minutos, regue com o brandy e deixe evaporar o álcool, tape e deixe mais uns 2 minutos, retira-los e deixe em um tabuleiro ao forno muito baixa para mantê-los quentes. Na mesma sertã com um pouco mais de azeite coloque a cebola bem picada e refogue uns 7 minutos, acrescente as natas e a pimenta verde em grão, mexa bem até ficar bem incorporada, coza uns 2 minutos até que a nata reduza um pouco e engrosse. Sirva o lombinhos cortados em rodelas salpicado com o sal grosso e o molho por cima. Acompanhe com salada de rúculas ou um purê de batatas que é um complemento perfeito para este prato.


Bom Apetite

domingo, 4 de dezembro de 2016

Entranha com Farofa


Hoje e dia de montar a arvore de Natal e o presépio, portanto o comer tem que ser rápido e nada melhor que uma entranha.
Entranha rápida, fácil de fazer e muito saborosa, quando falamos em entranha na parte animal, pensamos logo em bucho, tripas, vísceras, etc. Pois não é nada disso, mas sim um corte de carne (chama-se corte de carne uma peça de carne pronta para ser preparada, tanto assada como grelhada) principalmente da carne bovina. A Entranha corresponde a parte de fora da diafragma do animal, uma espécie de aba que fica pendurada e agarrada as costelas conhecida como Fraldinha do diafragma no brasil ou Skirt Steak na américa, já nuestros hermanos chamam-lhe Entraña. A entranha tem duas partes, a fina e a grossa. Ambas são muito saborosas, mas a fina é muito melhor, com menos gordura e mais macia. A parte mais grossa é mais forte e mais macia que a maioria dos outros cortes de carnes para grelhar. Normalmente a entranha vem inteira necessitando apenas tirara uma espécie de cartilagem que vem dos dois lados estando pronta para confeccionar. A melhor maneira de apreciar esta carne é grelhada apenas salpicada de sal grosso e 3 minutos de cada lado na grelha, tendo atenção de cortar a carne sempre contra a fibra na hora de degustar para que seja mais macia. É excelente para petiscar como um pica-pica antes de uma churrascada, acompanhado só com uma farofa simples na qual passamos a carne. Como refeição pode servi-la inteira com qualquer acompanhamento de sua preferência.


Ingredientes

2 entranhas entre 1.2 kg a 1.5 kg

Sal grosso

Preparação
Retira a cartilagem a entranha e salpique de sal grosso e enrole a peça de carne um ou dois minutos, limpe o excesso de sal e leve a grelha bem quente no máximo 3 minutos de cada lado. No meu caso tive de usar um elétrico, mas o ideal seria numa churrasqueira.










































Ingredientes; farofa
200 gramas de farinha de mandioca
50 gramas de bacon fumado
50 gramas de cebola bem picada
Sal fino

Preparação
Numa sertã em lume baixo coloque o bacon em trocitos e doure bem, retire o bacon e frite na gordura que fica a cebola bem picada, junte a farinha e sem parar de mexer deixe torrar. Acrescente o bacon e tempere de sal. Sirva a acompanhar com a carne grelhada.



Bom apetite

domingo, 27 de novembro de 2016

Estufado de vitela à Galega

Ao contrario de nós os portugueses os nuestros hermanos, mais propriamente os galegos têm uma maneira diferente de fazer um estufado, mais propriamente parece um guisado, mas chama-lhe um estofado. Um estofado é uma técnica culinária que consiste em cozinhar lentamente os alimentos numa panela com pouco líquido, geralmente com uma pequena quantidade de gordura, normalmente pode-sé usar uma peça única de carne ( acém) ou em pedaços . Já o guisado é uma técnica culinária que consiste em cozinhar os alimentos com base num refogado ou estrugido. Ambos levam carnes, ervas aromáticas, legumes, alho, uma grande variedade de vegetais, mariscos e até vinho ou caldo.
No estufado a carne primeiro e tostado (marcada) em um pouco de gordura, sendo depois acrescenta-sé os restantes ingredientes, já com o guisado faz-se um bom refogado (alho, cebola e especiarias) e só depois leva a carne e os restantes ingredientes. Ambos muito semelhantes mas com sabor distintos.

Ingredientes
700 gramas de vitela em pedaços médios e limpos de gorduras
1 cebola picada
2 cenouras em cubos
3 dentes de alhos picados
2 tomates bem maduros ralados
2 copos de vinho
100 gramas de ervilhas
3 batatas
1 colher (das de café) de colorau

1 ramo pequeno de alecrim
Azeite quanto baste
Sal quanto baste
Pimenta a gosto
Aguá sé necessário
Óleo para fritar




Preparação
Temperara a carne com pimenta e sal e dourar num tacho com um pouco de azeite, retira-los e reserve. No mesmo tacho comece por colocar os alhos e a cebola, deixe a cebola ficar translucida e acrescente o vinho e o colorau e deixe levantar fervura, junta-lhe os tomates, as cenouras, o alecrim e carne. retifica o sal e acrescente um pouco de água sé necessário, tape e deixe cozer em lume baixo uns 50 minutos.
Descascar as batatas e corta-la em cubos ligeiramente grandes, depois de lavadas e secas frite no óleo bem quente de maneira que fiquem douradas por fora e tenras por dentro, reserve. Quando passar os 50 minutos de cozedura acrescente as batatas e as ervilhas e deixe mais uns 10 minutos, sirva de seguida.



Bom Apetite










sábado, 26 de novembro de 2016

Estrela Michelin

Não podia de deixar passar isto em branco sem dizer algo, não porque para 2017 Portugal está de parabéns com as suas novas estrelas Michelin. Certo é que quando fala-se Michelin, pensamos logo em borracha, pneus e acessórios ligados a marca, mas quando inclui-se gastronomia a conversa é outra.
Perguntamos; o que tem um pneu a ver com um bom prato de comida?
Para isso temos que recuar 116 anos atrás no ano de 1900 quando André Michelin ( Foi um industrial que trabalhou para ministério do interior francês nas trajetórias dos mapas das estradas francesas antes de fundar com os seus irmãos a Michelin & Cia em 1889 ) criou um guia para automobilistas para fazer viagens pela França, naquele tempo era um guia de publicidade que era oferecido com a compra de pneus, o guia tinha informações valiosas para os primeiros automobilistas, como; lista mecânicos, médicos, planos de algumas cidades e lista de curiosidades, assim nasceu o Guia Michelin. Deixou de ser oferecido em 1920 e passou a ser vendido e é neste ano que podemos responder a nossa curiosidade de pneus e gastronomia estarem juntos, pois começa a aparecer as primeiras informações fornecidas sobre a qualidade dos restaurantes. Em 1926 começa a usar uma estrela para designar os melhores restaurantes, sendo só em 1931 a classificações referidas com 1, 2 e 3 estrelas na qual até hoje segue o seu critério. 

1 estrela-indica um bom restaurante, vale a pena parar comer

2 estrelas-indica uma cozinha com boa qualidade, recomenda-se o desvio ou a viagem por ai.

3 estrelas-indica uma cozinha de excelente qualidade com alto teor de criatividade onde a experiência de comer será única, vale a viagem ou desvio até aí ou incluir na ruta a seguir.

Estes critérios são sempre para quem anda na estrada conduzindo ou em viagem e com o passar dos anos o Guia Michelin começa a ganhar prestigio internacional assim como no mundo inteiro. No princípio o critério para avaliar os locais era baseado em questionários feitos aos viajantes que por ai passavam na qual davam a sua avaliação, atualmente guia tem uma série de especialistas inspectores de culinária (no princípio era os próprios que pagavam as despesas, atualmente tudo e custeado pela própria empresa Michelin & Cia) que vão comer anonimamente em hotéis e restaurantes da lista para avaliar todos os pormenores relativos comida, local, ambiente, etc. e preparar relatórios.
Os inspectores visitam mais de uma vez antes de dar a um restaurantes um veredicto , o número de visitas varia de acordo com a categoria do restaurante assim como o número de estrelas a atribuir, sendo o aspirando a 3 estrelas que esta sujeito a mais pressão. Os relatórios são depois analisados por uma junta na qual dão o seu parecer das novas atribuições de estrelas ou até retirá-las.

Assim aqui deixo os nomes dos locais com as novas estrelas Michelin em Portugal, pode que estejas por perto e até vaias ai petiscar.

Com 2 estrelas

Il Gallo d’Oro de Benoit Sinthon (Funchal – Madeira)

The Yeatman de Ricardo Costa (Vila Nova de Gaia)

Com 1 estrela

Casa de Chá da Boa Nova (Leça da Palmeira)

Alma (Lisboa)

Loco (Lisboa)

William (Madeira/Funchal)

L’And Vineyards (Montemor-o-Novo)

Antiqvvm (Porto)

Lab by Sergi Arola (Sintra)

Devo reconhecer que os métodos de preparar refeições evoluíram, umas até vão de meu agrado, mas não encaixo nesse tipo de cozinha. Prefiro ficar com a cozinha tradicional e tosca como a maioria das pessoas, apesar de recomendar sé es amante da boa cozinha ir comer num restaurante estrela Michelin, coisa que já fiz e que de certa forma me agradaram uns mais que outros. Por isso dou os meus parabéns aos novos vencedores e uma estrela é sempre uma estrela até que deixe de brilhar.



Boa estrela e bom apetite.



domingo, 20 de novembro de 2016

Burrata com tomates assados

A Mozzarella do italiano antigo Mozzare (cortar) em português mozarela é um tipo de queijo originário da cozinha italiana, na qual pode-se dizer que é um dos queijos mais consumidos em todo o mundo. Com origem na cidade de Aversa, nas províncias de Caserta e Salermo e produzido também em outras provincias italianas como Nápoles, benevento e Foggia. Apesar de sua denominação de origem e proteção europeia a Mozzarella di Bufala (única que pode ser chamado dessa maneira), também e produzida em países como Argentina, Brasil, Colômbia, Espanha, Paraguai, Peru, República Dominicana e Uruguai, etc.

Originalmente fabricado com leite de búfala, hoje em dia já sé fazem com leite de vaca ou ovelha na qual podemos distingui-las pela sua cor, a de búfala totalmente branca ao que as outras são ligeiramente amareladas. Este queijo fibroso e gorduroso é usado tanto fresco como meio curado podendo ser degustado tanta al natural como derretido, sendo o seu maior uso em pizzas na qual o tornou famoso, onde é usado tanto fresco como meio curado. Muito usado também em saladas quando fresco, com um aspecto macio em forma de bola de leite (burrata) de baixas calorias.
O burrata embora pareça um nome descritivo pouco para um queijo, tem uma explicação linguística simples. Manteiga traduzida em italiano é "burro", como o quadrúpede, assim, "burrata" não significa muito, mas simplesmente amanteigado.
O burrata di bufala, especialidade da região italiana de Puglia é um queijo fresco é conseguida inflando uma bola de mozzarella para dar lugar a uma mistura de Stracciatella e creme de forma lisa com uma textura amanteigada que derrete na boca entre segmentos de sabor intenso e cremoso. Esta variedade é ideal para acompanhar pratos frescos como saladas verdes, tomates e azeitonas. Também perfeito para combinar com um bom azeite.



Ingredientes; por pessoa
1 burrata
120 gramas de tomates cherry
2 amêndoas cruas
Azeite extra virgem
Manjericão
Sal



Preparação
Lavar os tomates e em uma base refretaria colocar ao forno 180º uns 30 minutos, apague o forno e regue com um pouco de azeite, deixe dentro do forno apagado mais uns 10 minutos. Num triturador colocar 2 o 3 folhas de manjericão, 2 colheres (das de sopa) de azeite, as amêndoas e uma pitada de sal fino, triturar até obter uma mistura homogênea, reserve. Colocar uma sertã ao lume com um pouco de azeite, com o azeite morno saltear umas folhas de manjericão. Servir com os tomates a voltada da burrata e o manjericão salteado, regue com o molho preparado.



Bom Apetite

sábado, 19 de novembro de 2016

“Glögg” vinho quente, para dias frios

Chega-se de férias cansado, nada melhor tirar uns dias para descansar das férias. Foi exatamente o que aconteceu esta semana passada, uma semanita mais para por as coisas em dia, visto isso aqui estou eu de volta e como já vem sendo abito começar com uma bebida, este ano não vou quebrar a tradição. Sendo sempre uma receita de uma bebida consumida nessas férias, regra que ainda sé mantem. Durante as férias provei varias bebidas na qual tive que escolher entre duas; um vinho granizado ou um vinho quente, sendo a escolha o vinho quente por ser uma bebida mais para esta altura do ano ou seja para dias com muito frio. Conhecido como Glögg na Suécia onde é uma tradição herdada dos antigos Vikings, considerada até como bebida nacional. 
Também em outros países especialmente  no Natal, na qual o vinho quente é muito consumido como; Dinamarca e Noruega “glogg”; Finlândia “glögi”; Alemanha “glühwein”. No Brasil apesar de ser um pais meio tropical, também sé bebe uma bebida com o nome de “quentão”, mais ao sul do Brasil nas festas populares (São João) onde por ai as noites são mais frias.

Para preparar um vinho quente consiste em aquecer o vinho acrescida com algumas especiarias, na qual o tempo de aquecimento vai dar o grau de álcool a bebida, ou seja quanto mais ferve menos álcool. Algumas receitas podem utilizar frutos ou adição de outra bebida alcoólica para dar mais potência como; vodca, etc. Assim que podem agregar a bebida um sabor mais pessoal fazendo mais a seu gosto, sendo sua base sempre o vinho. Servida bem quente é uma ótima opção para noites e tardes frias de inverno. Pode-se fazer e servir ao momento , mas sé fizer esta deliciosa mistura alcoólica com um tempo de antecipação (1 semana) terá tempo de amadurecer mais e intensificar os sabores.

Ingredientes
1 litro de vinho tinto seco
1 copo de vodca opção caso queira mais forte

10 cravinhos da Índia
10 sementes de cardamomo
50 gramas de gengibre fresco
1 pau de canela
1 casca de laranja sem a parte branca
2 colheres (das de sopa) de mel

2 colheres (das de sopa) de açúcar


Preparação

Versão forte
Deixe os cravinhos, a canela, o cardamomo, o gengibre e a casca de laranja marinar de um dia para o outro na vodca. No dia em lume baixo num tacho com um pouco de vinho aqueça o mel e o açúcar até dissolver, acrescente a vodca com as espécies e mexa, deixe ferver bem para incorporar tudo, acrescente o vinho volte a deixar ferver, coe e sirva. Pode inclusive guardar em garrafas estetizadas para usar mais tarde.


Versão normal
Deixar a canela, o cardamomo, o gengibre e a casca de laranja marinar de um dia para o outro no vinho. No dia em lume baixo num tacho aqueça o mel e o açúcar com um copo de água até dissolver, incorpore as especiarias escorrida do vinho e deixa ferver bem. Acrescente o vinho e mexa, aqueça sem deixar (nesta fase quanto mais deixar ferver, mais perde o álcool) ferver muito para incorporar tudo, coe e sirva. Para dar um toque amendoada acrescente umas amêndoas no copo ou taça de servir.



Bom Apetite



segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Férias de Outono 2016

Pois é a coisas assim na vida, a gente esquece que vamos de férias. Sé calhar as minhas mulheres (esposa e filhas) tem razão "tou ficando com alzheimer".
Assim de 1 de novembro de 2016 a 13 de novembro de 2016.

                                                             "Tó de Férias" 

Bom Apetite

domingo, 30 de outubro de 2016

Pataniscas de courgettes

A tortilla que em português denominamos omelete é um prato típico cozinha espanhola sendo a mais conhecida e tradicional a tortilla (omelete) de batata e cebola. Podem-se fazer com qualquer ingrediente que gostamos ou que temos em mãos. 
Um bom exemplo são as tortillas de calabacín (courgettes em português) que além de deixar a omelete mais suculenta e uma boa maneira de comer esta fruta. 
Para quem não sabe que é uma fruta e pertence a família das abóboras, melancias, melão, etc. Com origem no continente norte americano hoje está espalhada em todo o mundo, é um fruto de fácil digestão rico em vitaminas e poucas calorias, ideal para algumas dietas. Partindo da base da tortilla espanhola com a cozinha turca na qual faz umas espécies de omeletes de courgettes com o nome de Kabak Mücever, resolvi fazer essa mistura de courgettes e batatas na qual nós os portugueses chamamos de pataniscas e hoje aqui deixo o resultado.

Ingredientes5 ovos
5 colheres (das de sopa) de farinha de trigo
2 courgettes
2 batatas
1 cebola media

Sal
Pimenta
Azeite quanto baste



Preparação
Lave bem os courgettes e descasque as batatas, com ajuda de um ralador, rale as batatas e os courgettes, deixando estes escorrer para lagar um pouco de seu suco, descasque e pique a cebola. Numa tigela bata os ovos com a farinha e misture com a cebola, as batatas e os courgettes, misture bem e tempere de sal e pimenta. 
Numa sertã antiaderente com o fundo coberto de azeite frite o preparado em colheradas individuais. Ótimos para petiscar ou acompanhamentos, com molho de yogurt são uma delicia.


Bom Apetite

sábado, 22 de outubro de 2016

Burritos de frango

Os burritos são um prato típico do México, que estão de moda em todo o mundo. Uma especialidade mais do norte do México, hoje em dia se come em todo o lado graças a nova cozinha "Tex-Mex", uma mistura da cozinha mexicana com a americana. Antiguamente no México eram feitas só com carne de vaca ou novilho e tortilhas de milho, mas graças a cozinha Tex-Mex já são preparadas com qualquer tipo de carne ou marisco.

Os Burritos também conhecido com o nome de Fajitas ou Tacos em alguns países, mas que podem diferenciar pois os burritos solem levar outros ingredientes além de carne com pimentos, como feijões, milho, alface, etc. Sendo a sua base igual, uma tortilha que é uma espécie de pão em folha feito de farinha de milho ou trigo, na qual depois de fazer algumas tortilhas aconselho comprar as já feitas que a por ai a venda, tendo atenção para comprar de boa qualidade. Este prato é bem simples e fácil de fazer e não queremos complica-lo. Prefira as tortilhas de trigo, pois são mais fáceis de enrolar e não partem tanto.

Ingredientes
4 tortilhas de trigo integral
200 gramas de carne de frango (peito)

1/2 pimento vermelho
2 tomates grandes
1 cebola pequena
1 dente de alho
1 malagueta pequena (opcional)
100 gramas de milho doce cozido
100 gramas de queijo ralado para derreter
Azeite quanto baste
Sal ao paladar

Preparação
Numa sertã com um fio de azeite em lume médio, saltei uns 10 minutos o pimento picado e a cebola picada, tempere de sal e junte o tomate picado limpo de sementes e deixe mais uns 10 minutos. Apague o lume e reserve.
Noutra sertã com 2 colheres (das de sopa) de azeite em lume médio, coloca-se o alho esmagado com a malagueta inteira, quando estiver dourada acrescenta-se o franco cortado em tiras e refoga-se até o frango ficar feito. Apaga-se p lume e retira-se o alho e a malagueta, mistura-se com o preparado anterior juntamente com o queijo e o milho e distribua por cima das tortilhas já quentes (seguir instruções da embalagem para aquece-las) e feche as laterais e enrole. Sirva ainda quente.



Bom Apetite

domingo, 16 de outubro de 2016

Codorniz à Gafanhão

Há quem diga que para comer uma boa codorniz tem que ir as Caldas da Rainha, mais propriamente na freguesia do Landal, por ai a produção e abundante e até tem um festival gastronômico anual na qual a codorniz é rainha. Já os brasileiros dizem que os seus ovos são afrodisíaco, lembram-se da canção “Eu quero um ovo de codorna pá comer, pois o meu problema tem que resolver”. Com origem no Japão/China a codorniz está espalhada por todo o mundo existindo muitas em estado selvagem, sendo sua maioria de criação devido a sua alta produtividade. Com uma carne muito tenra e macia pode ser confeccionada de varias maneiras, variando conforme o pais.
Voltando a minha juventude, lembro que naquela altura, para mim a melhor codorniz era feita no Café Central da Gafanha do Carmo, (assim como em muitos cafés das Gafanhas) de preparação simples em vinhos-de-alhos e fritas numa mistura de azeite e banha. Era um petisco de chupar os dedos, coisa hoje em dia que fica só na memória dos mais velhos.

Ingredientes
4 codornizes
4 dentes de alhos
1 malagueta picante
2 folhas de louro
1 colher (das de café) de colorau
1 colher (das de café) de pimenta branca
1 colher (das de chá) de coentros secos
1 colher (das de sopa) de banha de porco
2 copos de vinho branco
Sal grosso qua
Azeite quanto baste

Preparação
Depois das codornizes bem limpas de algumas peles a volta do pescoço, lavam-se bem em agua fria corrente, coloca-se em um recipiente salpicadas com o sal grosso. Logo acrescenta-se os alhos laminados, a pimenta, o colorau, os coentros, as folhas de louro e a malagueta inteira. Adiciona-se o vinho e mexa tudo, deixe marinar num mínimo de 2 horas (sé for de um dia para o outro melhor) para ficarem bem temperadas. Leve ao lume médio uma frigideira com o fundo bem coberto de azeite e a banha de porco e frite as codornizes escorridas dos temperos, no fim no mesmo azeite coloque os ingredientes da marinada juntamente com um pouco de vinho, tempere com um pouco mais de sal sé necessário e deixe levantar fervura para apurar bem, verta por cima das codornizes. Sé quiser dar um toque picante parta a malagueta ao meio na hora de preparar o molho. Pode servi-las com um acompanhamento tipo batatas fritas o arroz branco, mas eu prefiro simples com papa-seco (pão) para molhar no molho como antigamente.

Bom Apetite




sábado, 24 de setembro de 2016

Peixe no forno à provinciana

Assim vai a vida aqui estamos, ou eu seja estou de volta aos tachos. Neste descanso que me soube a pouco, não fiz grandes pesquisa, portanto o melhor e pegar o que tenho por aqui a mão. E desta vou começar com um prato de peixe, que pode ser um peixe a vosso gosto (pargo, robalo, corvina, etc.), na qual vamos fazer da maneira mais simples que pode haver, no estilo provinciano. Uma receita do povo das aldeias na qual não precisamos de muito trabalho.


Ingredientes
2 robalos limpos
600 gramas de batatas novas

4 tomates maduros
2 cebolas medias
2 dentes de alhos
1 copo de vinho branco
2 colheres (das de sopa) de orégão

1 folha de louro
Sal e pimenta quanto baste
Azeite


Preparação
Tempere os robalos com sal e pimenta por dentro e por fora e coloque metade dos orégão no interior, reserve. Numa tigela coloque os tomates picados com as cebolas aos gomos e os alhos picados, acrescente o vinho branco, a folha de louro e o resto dos orégão. Tempere com um pouco de sal e pimenta, adicione as batatas descascadas e misture bem. Num tabuleiro com o peixe ao centro junte o preparado anterior e regue com azeite, leve ao forno pré-aquecido a 180º durante uns 40 minutos. Sirva de imediato.

Bom Apetite

domingo, 18 de setembro de 2016

Bar o Lagar

E certo que voltei, e para começar não vou publicar uma receita, mas sim falar de um lugar. Tão pouco será um restaurante onde sé possa comer uma refeição com toda a silhueta que sé pede. 














Mas sim um lugar onde sé pode começar a noite ou acabar (já bem de madrugada), pois possui um ambiente acolhedor e discreto. Um lugar que além de poder beber uns bons canecos ou drinks, pode-se petiscar fora de horas ou até saciar o bichinho da fome, com uma ementa de algumas saladas, sandes variadas, asinhas de frango, moelas, as bifanas de toda a vida, a celebre orelheira com molho verde ou leitão, tabuas de queijos e enchidos, etc. Além disso uma garrafeira simples, mas com bons vinhos para os mois exigentes.















Estou a falar do mítico bar o Lagar com nova gerencia de um rapaz 5 estrelas que conseguiu fazer voltar as boas noites na Gafanha do Carmo. No passado este bar ficou marcado na memória de muita gente pelo seu aspecto e os gerentes que por ai passaram, todo o jovem (do passado) tem alguma história para contar desse bar. Depois de uma paragem na qual o local exerceu outras funções. Um jovem ambicioso agarrou no local e tentou reconstruir o seu aspecto interior antigo do local, não conseguindo devido a burocracias, mesmo assim foi a luta e criou um novo Lagar, um lugar simples, mas acolhedor. Parabéns Tiago Cardoso pelo excelente trabalho.















Bom Apetite

domingo, 21 de agosto de 2016

Férias de Verão 2016



Assim por forças maiores que não posso explicar.

De 21 de Agosto de 2016 a 18 de Setembro de 2016, fuiiiiiiiiiiiiiiiiii........................... 



Bom Apetite

sábado, 20 de agosto de 2016

Benrigela recheada com bacalhau


No princípio só servia como planta ornamental e isso já lavai uns 4000 anos. Levado para a Europa pelos árabes que adoravam este fruto, existem de varias cores e formatos.
Sim as beringelas são um fruto, embora pouca gente o saiba. A beringela é ricas em água e potentes antioxidantes que atuam no organismo prevenindo doenças do coração e diminuindo o colesterol.
Além disso, ela tem poucas calorias e pode ser usada em diversas receitas como pizzas, lasanhas, saladas e refogados, auxiliando em dietas de emagrecimento.

Assim, incluir a berinjela na alimentação diárias traz benefícios como:

Prevenir doenças cardíacas
Rica em antocianina, um antioxidante potente que está presente na sua casca roxa

Reduzir o colesterol ruim
Rica em antioxidante nasunina.

Evitar a formação de aterosclerose
Por ajudar a controlar os níveis de colesterol no sangue.

Melhorar a circulação sanguínea
Ajuda a promover a saúde dos vasos sanguíneos.

Ajudar a emagrecer
Por ser pobre em calorias.

Prevenir anemia
Contem uma fonte de ácido fólico, vitamina que estimula a produção de células do sangue.

Porque no Verão gostamos de comer comidas leves mas ricas, assim aqui fica esta receita que voz garanto e de chupar os dedos.

Ingrediente
200 gramas de bacalhau (demolhado)
2 beringelas
2 Ovos
4 colheres de sopa de Azeit
1 Cebolas medias
2 dentes de Alho
1 ramo de salsa
Sal e pimenta a gosto
Azeitonas pretas quanto baste

Preparação
Verta água quente sobre as postas de bacalhau e deixe repousar 2 minutos, retire da água e limpe da pele e as espinhas e lasque o bacalhau, reserve.
Corte as beringelas ao meio e retire o seu interior deixando algo agarrado a pele. Corte os interiores retirados das beringelas em pedaços, reserve.

Pique o alho muito fino e a cebola em rodelas finíssimas e refogue lentamente em lume médio, num tacho de fundo largo com o azeite, quando a cebola estiver cozida e transparente.
Junte os pedaços dos interiores das beringelas e o bacalhau lascado, mexa até envolver bem e reduza o lume para baixo/médio, acrescente os ovos batidos e temperados com sal e pimenta. Mexa com uma colher de pau, continuamente até que os ovos cozam, mas que fiquem cremosos. Distribua o preparado pelas meias beringelas e polvilhe com queijo. Leve ao forno para gratinar e sirva imediatamente com salsa picada e azeitonas pretas,


Bom Apetite